Oferta!

Combo | Notas + Verbo

R$60,00

Autora: Helena Silvestre

Combo | Notas + Verbo

“Notas sobre a fome é um livro de uma urgência extrema, que pede sensibilidade e reflexão de quem o lê. Um livro que não tem tempo pra esperar por novos tempos, porque a miséria está batendo à porta e não dá sossego.” Suzi Soares

“Do verbo que amor não presta é um livro escrito desde os ovários de uma caneta que sabe perfeitamente o que é amar e o que é ser amada, mas não é sobre isso que este livro quer nos falar, ainda que talvez sim.” Lucía Tennina

Categoria: Tag:

Descrição

Notas sobre a fome

Existem livros que são necessários. E este é um desses casos indiscutíveis. É necessário que Notas sobre a fome seja publicado, e é coerente que o editorial Sarau do Binho o tenha tornado possível, essa voz que dá espaço a contra-discursos de consenso e que permite o encontro das pessoas com seus sonhos. Helena Silvestre, como mulher, como ativista, como uma favelada, como indígena e como negra, tinha que levantar a voz com este livro, pelos seus, pelos outros, por nosotras. Tinha de irromper na língua dos letrados para evidenciar os seus silêncios violentos, armando a base de um feminismo não-branco um “feminismo inominável”, como ela o chama, de um marxismo favelado, de uma cosmopolítica das particularidades e de uma genealogia da fome, não pensada à partir dos conceitos, mas sim da dor no estômago, da raiva, da febre e, principalmente, à partir dos sonhos. É através da história de sua vida que a autora consegue montar esta máquina pensamentos, mas não tomando a palavra desde uma narrativa genealógica e íntima, como costumam fazer LXS letradxs e bem alimentadxs pensadorxs, mas sim por meio de um relato corporal que parte da ira da fome e transita pelo incompreensível, a magia, as lágrimas, a vergonha, o amor, a tristeza, a vida e a morte, o animal, o vegetal, as leituras, as escutas, o tempo. Se vão armando assim conceitos vivos que dialogam com uma atualizada teoria social que se revela branca e universalizante, e, paralelamente, nos vai apresentando a história de uma menina que se tornou adulta muito cedo, quando aos 16 anos, em meio à década de 90 , lançou-se sozinha na megalópole de São Paulo deixando sua casa, sua favela, seu bairro, ou talvez antes, quando a descobriram lambuzando-se com uma sobremesa que não podia comprar no canto de um supermercado. A história de uma mulher favelada e afro-indígena que foi se descobrindo como tal através de sua militância, através das ocupações de terra, através do contato com outras mulheres e homens, pobres, como ela, ou burgueses também e, finalmente, através da escrita. Jogando com a linguagem por meio do ritmo, da poesia, da feitiçaria, dos sonhos, descolonizando a maneira de narrar e teorizar, Helena Silvestre consegue mostrar algum caminho para a emancipação e anticapitalismo.


Do verbo que o amor não presta

Do verbo que amor não presta é um livro escrito desde os ovários de uma caneta que sabe perfeitamente o que é amar e o que é ser amada, mas não é sobre isso que este livro quer nos falar, ainda que talvez sim.
O livro estreia de Helena Silvestre é um livro que parece estar escrito da solidão de um corpo que segue sentindo e esse sentir se traduz em sensações, em lembranças, em perguntas.
Não é um livro de ação, não trata de verbos – tal e como deixa entrever o título – é um livro que nos leva, passo marcado por um tango, a uma mesa de bar, a uma cama vazia, a uma caminhada noturna e, inclusive, a um consultório. E nesse movimento vão se trançando histórias de vida. É um livro escrito com traços de mulher, que às vezes, como que transformada pela fumaça do cigarro, se curva em homem para poder abarcar melhor isso que não pode ser dito. Mulher negra, que resiste, renasce, goza, sente e se reconstrói, porque parte do abandono, “(…) abandono que vivo a reconstituir em todo pedaço de vida onde estou”.
Do verbo que amor não presta é um livro que não se lê apenas com os olhos, é um livro que impacta cada parte do corpo e que, como todo bom livro, convida o leitor a voltar a lê-lo encontrando, a cada vez, novos sentidos.

Lucía Tennina – Amante de histórias e viagens, mãe, amiga, professora de Literatura Brasileira na Universidade de Buenos Aires e tradutora. Pesquisa, como crítica literária e como antropóloga, as produções literárias das periferias de São Paulo.


Sobre a autora | Helena Silvestre

Cafuza nascida e criada nas aldeias e quilombos da região metropolitana de São Paulo, tendo Mauá – essa Macondo – como local oficial de seu nascimento, embora não se lembre muito bem.
Militante, é ativista das lutas pela libertação de povos, corpos e territórios submetidos à lógica do dinheiro que infesta nossas esquinas.
Feminista afroindígena, é editora da Revista Amazonas e parte do movimento Luta Popular.
Escreve, compõe, canta, dança, fuma e fala mais do que deve.
Às vezes, se aluga para sonhar.

Informação adicional

Peso 0,5 kg
Dimensões 1,5 × 15 × 22 cm
Apresentação

Lucía Tennina

Introdução

Suzi Soares // Jenyffer Nascimento

Revisão

Sonia Bischain // Gunnar Vargas

Arte da capa

Uberê Guelé // Bianca Foratori – “Raízes” Acrílica sobre tela – 2018 e “Ouro e sangue” Acrílica sobre tela – 2018

Diagramação da capa

Carolina Itzá // Peu

Diagramação

Heloisa Yoshioka // Damgbala

Número de páginas

150 // 100

Tipo

Brochura

ISBN

0000-0000-000-000

Entrega

Livro disponível para envio sete dias após a compra

Avaliações

Não há avaliações ainda.

Seja o primeiro a avaliar “Combo | Notas + Verbo”

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar de…